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Novamente Geografando

Este blog organiza informação relacionada com Geografia... e pode ajudar alunos que às vezes andam por aí "desesperados"!

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"Portugal Terra - A Natureza em Portugal"

Mäyjo, 17.04.15

"Um documentário sobre a Natureza de Portugal que pretende levá-lo numa viagem que vai desde o Gerês a Montesinho, passando pelos picos mais altos da Serra da Estrela e pelos fantásticos rios que percorrem o nosso território. Descubra também o Montado e as Planícies Alentejanas, desça até à Ria Formosa e atravesse o Atlântico para encontrar as Ilhas dos Açores e da Madeira.
 
Neste documentário ficará a conhecer um pouco melhor algumas das espécies mais icónicas da fauna do nosso país." (texto daqui, imagem daqui)

CHERNOBYL: RADIOATIVIDADE CONTINUA A ASSOMBRAR ÁRVORES E ANIMAIS

Mäyjo, 17.04.15

Chernobyl: radioactividade continua a assombrar árvores e animais (com FOTOS)

Passaram quase 30 anos desde o desastre nuclear de Chernobyl, que causou uma catástrofe sem precedentes, causou danos incalculáveis na Europa, ainda sentidos hoje em dia.

Embora o sítio já não seja habitado desde essa altura, a verdade é que os animais, árvores e outras plantas continuam lá – e ainda apresentam sinais de envenenamento provocados pela radiação.

Os pássaros de Chernobyl têm o cérebro significativamente menor do que aqueles que vivem em áreas não contaminadas pela radiação. Por outro lado, há lá menos insectos ou javalis do que o habitual e as árvores crescem mais lentamente.

De acordo com um novo estudo publicado na Oecologi, decompositores – organismos como micróbios, fundos e alguns tipos de insectos – também sofreram com a contaminação.

Estas criaturas são responsáveis por um componente essencial em qualquer ecossistema, que é a reciclagem de matéria orgânica e a sua devolução ao solo. Problemas com um processo de nível tão básico, podem, de acordo com os autores do estudo, causar efeitos em todo o ecossistema.

A equipa decidiu investigar esta questão devido a uma observação peculiar. “Realizámos pesquisas em Chernobyl desde 1991 e tem-se notado uma acumulação significativa de lixo ao longo do tempo”, referiram os investigadores, de acordo com o The Ecologist.

Para além disso, as árvores na Floresta Vermelha – uma área em que todos os pinheiros ficaram vermelhos e morreram logo depois do acidente – não parecem estar melhor.

“Para além de algumas formigas, os troncos das árvores mortas estão praticamente iguais desde que os encontrámos pela primeira vez”, disse Timothy Mousseau, um biólogo da Universidade da Carolina do Sul, e principal autor do estudo.

Para saber se o aumento aparente de folhas mortas no chão da floresta – e se os pinheiros aparentemente petrificados seriam indicativos de alguma irregularidade –, Mousseau e os seus colegas resolveram fazer alguns testes de campo.

Os resultados dessas pesquisas revelaram que, em áreas sem radiação, 70% a 90% das folhas se decompõem após um ano. No entanto, em locais onde a radiação era mais activa, 60% das folhas mantêm a sua massa original.

Zona em risco de incêndio

Os estudos revelaram também que, embora os insectos tenham um papel significativo na decomposição das folhas, os micróbios e fungos desempenham uma função muito mais importante.

“A essência do nosso resultado revelou que a radiação inibia a decomposição microbiana da serapilheira sobre a camada superior do solo”, afirmou Mousseau.

Isto significa que os nutrientes não se estão a desenvolver de forma eficiente devido ao solo, o que pode ser umas das causas por trás das taxas que revelam o crescimento lento das árvores em Chernobyl.

Outros estudos revelaram também que a zona de Chernobyl está em risco de incêndio, o que será ainda um problema mais preocupante ao nível da destruição ambiental, pois os incêndios podem redistribuir os contaminadores radioactivos para zonas fora da área de exclusão.

Mousseau acrescenta que “existe uma crescente preocupação que recai sobre a possibilidade de um incêndio catastrófico nos próximos anos”.

Infelizmente, ainda não se encontrou uma solução óbvia para o problema em questão, para além da necessidade de manter um olhar rigoroso sobre a zona de exclusão para tentar extinguir rapidamente possíveis incêndios.

Agora, vários outros estudos estão a desenvolver-se em Fukushima, no Japão, para perceber se esta região está também a sofrer com uma zona microbiana morta. Veja algumas das fotos de Chernoby, 28 anos depois, ou veja a galeria abaixo.

Foto: Kyle Taylor, Dream It. Do It. / Creative Commons

POPULAÇÃO DE SARDINHAS DO PACÍFICO CAI 90% EM OITO ANOS

Mäyjo, 17.04.15

sardinha_SAPO

Em 2007, os stocks de sardinhas da costa norte-americana do Oceano Pacífico representavam 1,4 milhões de toneladas métricas. A partir de 1 de Julho, esta população estará reduzida a 150.000 toneladas, de acordo com a ONG norte-americana Pew Cheritable Trusts.

As sardinhas são dos peixes mais importantes do mundo, servindo de alimento para as lulas, baleias, tubarões, salmões e aves marinhas. Os níveis baixos de stocks existentes a partir de Julho poderão levar à proibição da pesca de sardinhas na costa oeste norte-americana.

“Os gestores de pescas deverão rever os protocolos e suspender a pesca de sardinhas para a época de 2015. Ao fazê-lo, dão uma oportunidade para que a população recupere, à medida que as condições do oceano melhoram”, explicou a Pew.

A indústria da pesca da sardinha tem sido, historicamente, uma das maiores fontes de rendimento para as frotas de pesca comercial – o escritor norte-americano John Steinbeck até dedicou ao tema uma das suas obras-primas, Cannery Row, publicada em 1945.

De acordo com a Pew, porém, não são os pescadores os principais responsáveis pela queda de stocks de sardinhas. Alguns cientistas falam de um fenómeno natural denominado Oscilação Decenal do Pacífico, responsável por água mais fria e rica em nutrientes – o que é bom para as lulas, mas mau para as sardinhas.

A curto prazo, todos estes gigantes do mar poderão mudar a sua alimentação para as anchovas, que continuam abundantes. Incluindo os humanos.

Foto: Pew e TANAKA Juuyoh (田中十洋) / Creative Commons